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Arquivo da categoria ‘Olimpíadas’

Pequim encerra Jogos Paraolímpicos com celebração da vida e dever cumprido.

Publicado por Via Online em Setembro 17, 2008

China se despede em clima de festa após organizar competição irretocável

     Se Pequim já vivia um clima de festa após os Jogos Olímpicos, pode se orgulhar de ter cumprido plenamente o seu dever. Nesta quarta-feira, a capital chinesa encerrou as Paraolimpíadas com uma “carta para o futuro”, representando o orgulho chinês após duas competições que impressionaram o mundo com a organização primorosa e a dedicação do público.

     O Ninho do Pássaro lotou outra vez para ver um espetáculo de cores, luzes e sensibilidade, em uma festa bem mais curta do que a que deu início à competição. Após a tradicional contagem regressiva e a apresentação dos países participantes, a China preparou um novo momento de rara beleza: uma chuva de pétalas vermelhas cobriu o gramado do estádio para preparar o cenário para uma “carta ao futuro”, formada por bailarinas.
     A mensagem ficou clara através de uma encenação que também marca a história do país-sede da competição. Com representações dos processos de plantação e colheita, Pequim celebrou a vida daqueles que mostraram exemplos de superação durante as Paraolimpíadas.
     E, novamente, um dos maiores símbolos de Londres, a próxima cidade a receber a festa, entrou em ação: um ônibus de dois andares. Cheio de bailarinos jovens e com muita música, representando um futuro de oportunidades para os atletas paraolímpicos. Uma semente que a China fez germinar em 2008 em uma competição difícil de ser batida pelos ingleses.
     – Quero parabenizar a todos por estes que foram os melhores Jogos Paraolímpicos da história – afirmou Philip Craven, Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), durante seu discurso no Ninho do Pássaro. 
     Para apagar a chama paraolímpica, a organização caprichou: depois de emocionar o mundo na festa de abertura, a menina Li Yue, que perdeu a perna esquerda no terremoto de Sichuan, voltou a fazer parte da festa, desta vez para cantar uma bela canção antes do início da queima de fogos que encerrou os Jogos Paraolímpicos de 2008.

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Com emoção e delicadeza, China dá início aos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008.

Publicado por Via Online em Setembro 8, 2008

 
Ninho do Pássaro vibra com show de dança e de luzes na festa de abertura
 
     A emoção deu o tom na cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos de 2008. Com o Ninho do Pássaro lotado mais uma vez, a China voltou a impressionar o mundo e apresentou uma festa caprichada. Além de um show de luzes e dança, a participação de atletas e artistas com diversos tipos de deficiências conquistou o público, que deixou o estádio encantado após um espetáculo de pouco mais de 3h de duração.
China cumpre promessa e faz festa caprichada e emocionante

Fogos de artifício iluminam o Ninho: China cumpre promessa e faz festa caprichada e emocionante

     A apresentação começou às 9h de Brasília (20h no horário local). Os fogos de artifício para marcar a contagem regressiva e a multidão cantando o hino chinês junto com o presidente Hu Jintao poderiam dar a impressão de que o público veria “mais do mesmo”. Logo em seguida, porém, a tradição deu lugar à modernidade. No lugar dos tambores milimetricamente cronometrados da abertura das Olimpíadas, atores com roupas coloridas de plástico. Os simpáticos “bonecos” fizeram uma coreografia animada para empolgar o público e, em seguida, formaram um imenso arco-íris no estádio.

Delegação verde-amarela é aplaudida durante sua apresentação no Ninho do Pássaro

Delegação verde-amarela é aplaudida durante sua apresentação no Ninho do Pássaro

     Era a senha para a entrada dos grandes astros da festa. Ao contrário das Olimpíadas, as delegações paraolímpicas desfilam logo no início, para que os atletas possam aproveitar ao máximo a cerimônia. Assim como nos Jogos de Pequim, a ordem de entrada obedeceu ao alfabeto chinês. A equipe verde-amarela, com 187 representantes, foi a 28ª a se apresentar, comandada pelo porta-bandeira Antônio Tenório, do judô. Tricampeão paraolimpíco na classe B1 (cego total), categoria até 100kg, ele conquistou um feito inédito neste ano: foi campeão paulista meio-pesado no judô convencional. A delegação chinesa, a maior da competição com 332 atletas, foi ovacionada pelo público, que também reservou muitas palmas para japoneses, canadenses e americanos.
     Diretor da cerimônia, Zhang Jigang havia prometido um espetáculo em homenagem à vida, e não decepcionou. Um bailarino representando um pássaro de fogo desceu dos céus para “acordar” o cantor cego Cai Yuzhu e mostrar a importância de perseguir os sonhos mesmo após as adversidades. O artista emocionou o público e fez surgirem estrelas: 300 estudantes surdas, que encantaram com sua delicadeza em uma dança de signos.
     A dança continuou a se fazer presente com a apresentação de uma pequena bailarina cadeirante, que emocionou ao som do Bolero de Ravel. Ao redor da menina, que perdeu a perna esquerda no terremoto que arrasou a província de Sichuan, em maio, outras bailarinas dançavam sentadas, com sapatilhas nas mãos, em uma sincronia entre beleza e superação.
     Em uma exaltação à vida, a natureza não poderia deixar de brilhar. Ao som de um pianista cego, flores e animais apareceram no Ninho do Pássaro, abrindo caminho para o Fu Niu Lele, o boizinho que foi escolhido como a mascote dos Jogos Paraolímpicos.
     Em seguida, um “mar” de pássaros, formado por 750 artistas, abriu caminho para os discursos de Liu Qi, presidente do Bocog,  Philip Craven, presidente do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), e do presidente chinês, Hu Jintao, que declarou a abertura oficial da competição.
     Após um revezamento entre medalhistas paraolímpicos chineses, o momento mais tocante da festa: usando a força dos braços e empurrado pela torcida, um cadeirante (ajudado por dispositivos eletrônicos) acendeu a tocha paraolímpica. Ofegante, ele trazia em seu rosto a marca da competição, que será realizada até o próximo dia 17: superação e conquista.

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7 Motivos Para Não Perder a Próxima Olimpiadas…

Publicado por Via Online em Setembro 8, 2008

 

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Fotos da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Pequim 2008…

Publicado por Via Online em Agosto 25, 2008

Pequim se despede com uma festa cheia de luzes, cores e emoção.

 

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Quadro de Medalha Final Pequim 2008…

Publicado por Via Online em Agosto 25, 2008

Quadro de Medalha Final Pequim 2008
 
Ouro
Prata
Bronze
Todas
1
China
51
21
28
100
2
Estados Unidos
36
38
36
110
3
Russia
23
21
28
72
4
Reino Unido
19
13
15
47
5
Alemanha
16
10
15
41
6
Austrália
14
15
17
46
7
Coréia do Sul
13
10
8
31
8
Japão
9
6
10
25
9
Itália
8
10
10
28
10
França
7
16
17
40
23
Brasil
3
4
8
15

Fonte: Globo.com

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Maurren Maggi voa e garante a segunda medalha de ouro do Brasil por 1cm.

Publicado por Via Online em Agosto 22, 2008

Com vitória no salto em distância, brasileira se torna a primeira mulher do país a subir ao lugar mais alto do pódio em esportes individuais

Enquanto as adversárias estavam maquiadas, com cortes de cabelo ousados e piercings no umbigo, Maurren Maggi chegou para a final do salto em distância nesta sexta-feira de cara limpa, com um simples coque. Após cinco saltos e marca de 7,04m no Ninho do Pássaro, veio o enfeite que ela queria: a medalha de ouro.

     Com a conquista desta sexta, Maurren, de 32 anos, entra para a história ao se tornar a primeira brasileira a garantir uma medalha de ouro em esportes individuais. Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira, a saltadora finalmente sobe ao lugar mais alto do pódio, o que não acontecia com brasileiros do atletismo desde Los Angeles-1984, com Joaquim Cruz nos 800m rasos.

      – É pela Sofia (sua filha) que eu estou aqui. Tenho certeza de que Deus fez um caminho diferente, mas para dar tudo certo. E a minha preciosidade está em casa para me acompanhar nisso – disse Maurren, em entrevista à TV Globo.

     A vitória da atleta nascida em São Carlos (SP) veio por um centímetro, diferença mínima no salto em distância. A prata ficou com a russa Tatyana Lebedeva, campeã olímpica de Atenas, que atingiu a marca de 7,03m. A nigeriana Blessing Okagbare garantiu a medalha de bronze com 6,91m. Já a portuguesa Naide Gomes, dona da melhor marca do ano (7,12m), e a ucraniana Lyudmila Blonska ficaram fora da final. Naide não foi bem nas eliminatórias, e Lyudmila foi pega no antidoping.

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Em regata emocionante e polêmica, dupla Scheidt/Prada confirma reação com prata.

Publicado por Via Online em Agosto 21, 2008

Mas medalha só saiu oficialmente depois que juízes analisaram protesto dos suecos. Essa é a quarta vez que Robert vai a um pódio olímpico

     Desconfiança, superação, polêmica, apreensão e, enfim, consagração. Todos esses ingredientes agitaram as águas de Qingdao e marcaram a trajetória da dupla Robert Scheidt e Bruno Prada até a confirmação do segundo lugar geral na classe Star. Esse roteiro dramático em que os brasileiros foram os protagonistas, certamente dá à medalha de prata conquistada nos Jogos de Pequim um gosto de epopéia olímpica.

     Não só pela emoção na regata da medalha, decidida mais de dez minutos depois de os barcos cruzarem a linha de chegada, mas principalmente pelo retrospecto do conjunto brasileiro ao longo das 11 provas. Ao final da sétima etapa, a dupla estava apenas em oitavo na classificação geral. Mas uma incrível ascensão nas três seguintes abriu mais uma vez o caminho para a vela do Brasil brilhar.

     – Foi a medalha da superação – resumiu Scheidt ao final da saga que lhe colocou pela quarta vez consecutiva em um pódio dos Jogos e fez dele o segundo maior atleta olímpico do Brasil. Dono de quatro medalhas (dois ouros e duas pratas), ele divide o posto com Gustavo Borges, da natação, atrás apenas de Torben Grael, também da vela, que tem cinco: dois ouros, uma prata e dois bronzes.

     A atuação de Robert Scheidt e Bruno Prada na decisão da classe Star foi praticamente perfeita. Enquanto Percy/Simpson, do Reino Unido, e Loof/Ekstrom, da Suécia, se marcavam na briga por ouro e prata, o time brasileiro passou as duas primeiras marcas na liderança da prova. Mais adiante, eles terminariam em terceiro, mas depois do dever cumprido o que interessava mesmo era a posição dos rivais.

     Foi então que começou a polêmica. Já com a medalha de bronze assegurada para o Brasil e o ouro definido para a dupla do Reino Unido, o barco da Suécia cruzou a linha de chegada quase ao mesmo tempo que as embarcações da Itália, de Negri e Viale, e da França, de Rohart e Rambeau. De cara, a organização da prova colocou os suecos como últimos colocados.

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Imprensa brasileira culpa Dunga por fiasco nas Olimpíadas…

Publicado por Via Online em Agosto 20, 2008

‘O Globo’ diz que técnico deixará o comando em breve. ‘Folha de S. Paulo’ critica falta de planejamento. Técnico não é poupado nem em Porto Alegre

     Um obituário da seleção de Dunga estampa a primeira página do caderno de esportes do jornal carioca “O Globo” nesta quarta-feira. A imagem reflete bem a reação da imprensa brasileira após a derrota por 3 a 0 para a Argentina: o técnico é considerado o culpado pelo fracasso nas Olimpíadas de Pequim.
     As críticas vão de Norte a Sul. Nem em Porto Alegre, onde é ídolo do Internacional, Dunga foi poupado. O “Zero Hora” exibe a foto do treinador com a manchete “Humilhação olímpica”. O diário estranha o comportamento do técnico após a derrota: “Estava calmo. Sentou-se diante do microfone, bebeu um gole de água mineral, cruzou os braços e aguardou as perguntas. Respondeu-as todas com voz baixa, pacientemente, sem jamais ser agressivo ou irônico, como vinha sendo hábito nos últimos meses”, diz o texto.
     A “Folha de S. Paulo” critica o planejamento da seleção brasileira para os Jogos. O jornal compara a dedicação da AFA com o “desleixo” da CBF em relação à competição: Ricardo Teixeira não foi à China (Julio Grondona foi); Riquelme e Mascherano foram liberados (Kaká e Robinho não); a seleção argentina ficou fora da Vila Olímpica em Pequim, concentrada em um hotel longe do assédio de fãs e voluntários; o técnico Alfio Basile deixou a seleção olímpica nas mãos de Sergio Batista enquanto dedica-se ao time principal.
     No Rio, a ironia é usada por “Meia Hora”, “O Dia” e “Extra”. O primeiro pede a convocação de Marta, craque da seleção feminina. O segundo exibe a foto de Ronaldinho e Messi abraçados após a partida com a frase “Beijing, Beijing, Tchau, Tchau”. Já o “Extra” é mais agressivo e até deselegante em relação a Dunga: “Técnico lata velha disputa só o bronze”, fazendo referência ao quadro do programa “Caldeirão do Huck”, da TV Globo.
     As críticas mais duras ao treinador estão nos jornais “O Globo” e “Lance!”. Segundo o primeiro, Dunga não ficará muito mais tempo no cargo e Vanderlei Luxemburgo já foi procurado para assumir o lugar do capitão do tetra. Em sua edição olímpica, o “Lance!” exibe Diego Maradona na capa com a declaração: “Fazia tempo que não via um Brasil tão pequeno”. Em sua crônica, o diário esportivo diz que “onze em cada dez brasileiros querem a saída de Dunga”.
     No Nordeste, o “Diário de Pernambuco” classifica de “pesadelo” a derrota. “Futebol masculino fica fora da briga do ouro olímpico. Desta vez, com o agravante de ser eliminado com goleada para a rival Argentina”, diz a capa do caderno de esportes.

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Amputada sul-africana dá exemplo na maratona aquática dos Jogos Olímpicos.

Publicado por Via Online em Agosto 20, 2008

Natalie du Toit chegou na 16ª colocação na estréia da prova em Olimpíadas

Natalie se preparando para entrar na prova, em que ficou na décima sexta colocação

Natalie se preparando para entrar na prova, em que ficou na décima sexta colocação

     A superação dos limites sempre foi uma tônica dos Jogos Olímpicos. Que o diga a sul-africana Natalie du Toit, que perdeu a perna em um acidente de moto. Além das dificuldades do dia a dia, Natalie ainda traçou um objetivo: chegar aos Jogos Olímpicos. E em Pequim, ela fez sua estréia junto com a modalidade que pratica, a maratona aquática. Natalie terminou na décima sexta colocação, mas espera ter deixado uma mensagem a todo o mundo na prova vencida pela russa Larisa Ilchenko.
     – A minha mensagem não é apenas para os deficientes físicos. É para todo mundo que precisa trabalhar duro. Passei por muitos altos e baixos… mas vi muitas coisas boas nesse tempo. Pude usar o negativismo de uma forma boa e dizer após o meu acidente: ‘eu ainda posso fazer isso se trabalhar duro’. Você precisa traçar metas e nunca desistir – lembra ela, ao diário inglês “Herald Tribune”.
     Para quem pensa que ela já atingiu seu objetivo, Natalie avisa que tem mais. Ela avisa que estará de volta nos próximos Jogos Olímpicos.
     – Dei o meu melhor. Não estou feliz com isso, mas estarei de volta em 2012.
Outro caso parecido com o de Natalie é o do velocista Oscar Pistorius, também sul-africano. Após ser proibido pela Federação Internacional de Atletismo de participar das seletivas para os Jogos Olímpicos, Pistorius foi finalmente liberado. O sul-africano não conseguiu se classificar, mas continua disputando os campeonatos oficiais da organização, tendo conseguido um terceiro lugar, com a marca de 46s25, nos 400m rasos disputados em Lucerna, na Suíça, em julho deste ano. A marca ficou apenas 30 décimos do mínimo necessário para se classificar, que era de 45s55.

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Fernanda Oliveira e Isabel Swan brilham e conquistam inédita medalha para vela.

Publicado por Via Online em Agosto 18, 2008

 

Dupla brasileira vence regata final da 470 e garante quinto bronze ao Brasil.

     O mergulho nas águas de Qingdao, o barco virado e a emoção no pódio, caracterizada por sorrisos, lágrimas e bandeira do Brasil nas mãos, simbolizaram muito bem a importância do feito de Fernanda Oliveira e Isabel Swan nas Olimpíadas de Pequim. Com ascensão meteórica nas últimas regatas da classe 470, a dupla venceu a última prova, assegurou a terceira colocação geral e recebeu com muito orgulho o bronze.
     A medalha, que em alguns casos é considerada apenas razoável, atribuída a fracassos e até mesmo desprezada, como foi o caso do sueco Ara Abrahamian na luta greco-romana, tem cara de ouro para as brasileiras. Principalmente por ter um caráter inédito, afinal é a primeira vez que uma categoria feminina da vela dá uma conquista dessas ao esporte nacional – os homens têm 14 na história. Esse bronze é comemorado como ouro também porque elas chegaram às Olimpíadas de Pequim longe da lista de favoritas.

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